Crítica do Filme: Até o Último Homem (Hacksaw Ridge)

Crítica do Filme Até o Último Homem

Até o Último Homem (Hacksaw Ridge) mostra mais uma vez o trabalho de Mel Gibson como diretor e ganhou destaque no Oscar, levando 2 prêmios e seis indicações, incluindo o de melhor filme, que perdera para Moonlight.
O filme tem como base a história de um conhecido soldado americano que se alistou na Segunda Guerra Mundial, Desmond Doss, interpretado aqui por Andrew Garfield. Doss teve uma vida cristã, com criação pela Igreja Adventista do Sétimo Dia americana. O filme deixou muito pouco tempo de tela para a Dorothy, sua esposa, interpretada pela Teresa Palmer (Quando as Luzes se Apagam, Eu Sou o Número 4), porém a vida de Doss contou com uma linda história, que fora digna de manchetes, pois embora gostaria de ajudar o país na guerra, não quis pegar em armas.
Sofrendo bullying de seus companheiros, com abusos constantes por conta de suas convicções e crenças, ele teve uma postura firme e diligente na hora de combater o preconceito, ter uma postura positivista com o mundo e tentar mudar pelo menos o que fosse possível ao seu alcance.
Mel Gibson e Andrew Garfield no Set de Até o Último Homem
Imagine uma pessoa ir para a guerra e não querer carregar um rifle. A única arma que cada soldado americano recebia na época, Desmond Doss fez questão de não receber. Por conta de seu passado conturbado, Doss teve alguns motivos bem firmes em seu passado que o levaram a chegar a essa convicção. Desmond Doss foi forte e sempre quis ajudar as pessoas. Quando foi seu momento ele não pensou duas vezes em ajudar a quem precisava e se tornou um herói de guerra, salvando cerca de 70 homens na Batalha de Okinawa.
Mel Gibson traz muitas influências de seus filmes anteriores, como Coração Valente e também A Paixão de Cristo, com situações que remetem à religião e ao auto-sacrifício a todo o instante. O martírio e as morais inabaláveis e suas importâncias recebem um tratamento similar na hora de adaptar Doss à telona.
Até o Último Homem - Andrew Garfield no Filme
O filme passa uma sensação de ser dividido em dois momentos. Em um primeiro, temos a introdução do personagem, em um ritmo mais lento, com cores mais quentes, contrastando com as cores mais frias no segundo ato que são tingidas principalmente pelo sangue dos personagens atingidos sobre as paletas de cores mais acinzentadas. A batalha principal é representada por fumaça, fogo e caos.
Por falar em caos, as cenas de combate são muito vivas, com muito bom uso da trilha sonora e maquiagem. Temos vísceras para todos os lados, corpos decepados e todo o tipo de horror que a guerra pode trazer. Chegamos a um momento que olhamos tudo aquilo e nos perguntamos se a guerra vale mesmo a pena. Por que tudo aquilo? Será que um dia viveremos em um mundo que não mais seria necessário algo assim? O filme aparenta dizer que não há nenhum tipo de glória ao matar, mas sim ao resgatar, ao curar, ao manter as vidas e fazer de tudo o possível para contornar uma situação tenebrosa como a guerra e no tempo que lhe é dado.
Dorothy Schutte e Desmond Doss - Até o Último Homem

Os verdadeiros Desmond Doss e sua esposa Dorothy Schutte

A história de Desmond Doss da vida real é até mais incrível do que vimos em tela. Há alguns dos testemunhos que foram desconsiderados na hora de construir o roteiro, pois não pareciam críveis o suficiente. Doss foi um grande exemplo do que um médico de batalha deve ser, como um ser humano deve ser, mesmo em situações tão difíceis como a guerra.
Minha Avaliação:
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One thought on “Crítica do Filme: Até o Último Homem (Hacksaw Ridge)

  1. Luciana Sousa says:

    Andrew Garfield alem de ser muito atrativo é muito talentoso. Quando leio que um filme será baseado em fatos reais, automaticamente chama a minha atenção, adoro ver como os adaptam para a tela grande, acho que são as melhores historias, porque não necessita da ficção para fazer uma boa produção. Gostei muito de Até o Último Homem, vi os horários de transmissão em: https://br.hbomax.tv/movie/TTL610297/Ate-O-Ultimo-Homem deixo o link por se alguém se interessar. Não conhecia a história e realmente gostei. É impossível não se deixar levar pelo ritmo da historia, achei um filme ideal para se divertir e descansar do louco ritmo da semana.

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