Realmente, que coisa mais linda!

Coisa mais linda, serie original netflix, resenha no alamedageek

Coisa mais linda, nova série original Netflix traz elenco vibrante, um roteiro dramático e muito atual.

A série se passa no final década de 50 e inicio de 60, remontando um Rio de Janeiro saudoso, boêmio. A produção é da Prodigo Films e distribuição da primeira temporada está disponível na Netflix.

Uma jovem paulistana Maria Luiza (Maria Casadevall) muda-se para o Rio de Janeiro para abrir um restaurante com o marido, porém este desaparece com seu dinheiro deixando um rastro de infidelidade e abandono. Tal revez faz com que Maria Luiza cruze o caminho de Adélia (Pathy de Jesus), empregada doméstica moradora do morro. Entre um topão e outro surge uma amizade e o fortalecimento de em um sonho de Malu: criar uma casa de Bossa Nova na capital carioca.

Temática

Não poderia haver momento mais oportuno para o lançamento de uma série com temática tão delicada e urgente. Machismo e misoginia em diversas facetas; violência doméstica, racismo, discriminação de classe, da mulher no ambiente de trabalho, são alguns dos temas abordados em diversos núcleos.

 Trazer uma temática tão densa, numa plataforma de tal alcance foi uma aposta arriscada, porém muito assertiva. Algumas cenas, para o espectador minimamente sensato, muitas vezes caem como um soco no estômago.

Personagens

Mas o brilho dessa produção mora exatamente em como as personagens centrais, cada qual em dores e realidades distintas, vivem, sofrem e superam seus dramas, de forma humana, descuidada, sempre norteada por um discurso igualitário, feminista e empoderador.

Além de Maria Casadevall e Pathy de Jesus, destacam-se Mel Lisboa, Ícaro Silva, Leandro Lima e Fernanda Vasconcellos. O elenco é jovem, atraente, competente, apesar de alguma cena ou outra expor uma certa superficialidade na atuação, diálogos excessivamente explicativos e narração do óbvio (falhas de produção), entrega o proposto com bastante eficiência.

Ambientação

A ambientação, cenário, fotografia, e figurinos são muito fiéis. A trilha sonora também não deixa a desejar.

Abraçar a missão de transmitir essa mensagem é árdua e extremamente corajosa. Um grande alento para o mercado nacional. Uma produção relevante, charmosa, com alguns tropeços sim, mas que agrega muito como um reforço, fazendo refletir sobre preconceitos que ainda nos torturam e tabus que há muito tempo, já deveriam ser quebrados.

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